Já bateram o martelo na programação. O povo de lá continua como sempre foi. Se você ainda está na dúvida, pegue a estrada! Por que? Olha só:
- Tem Isabel Allende, na quinta-feira, às 17h15. (ok, não é simples estar lá a essa hora, mas vale o esforço)
- Tem Robert Darnton e Peter Burke, na mesa das 19h. Quem estuda prática de leitura e o objeto livro é impossível perder. (acho que meu antigo editor, danado querido Luiz Queiroz, perdeu de vez o livro do Darnton que ele me emprestou)
- Ah tem cachaça e ruas com pedrinhas para você xingar sem problemas!
- Tem Azar Nafisi, “o cara” da literatura iraniana. ( e acreditem, quando as FLIPS acabam você só lembra dos autores com experiências bem distantes da sua realidade). A mesa dele é na sexta, às 17h15.
- Tem bolo de cenoura com chocolate e bombom da Maga. (valendo 4 horas de estrada!)
- E mais uma vez Salman Rushdie, às 19h. No outro ano foi emocionante. O motivo? Era a primeira vez que ele circulava em liberdade. Para quem não conhece a história dele trate de pesquisar. (até hoje não li o meu livro autografado
)
- É claro que sábado às 10h, dia 07, tem mesa boa. Terry Eagleton. Polêmica certa: ciência e religião. Ele é um dos maiores críticos literários da atualidade. (vale chegar virada, de óculos escuros e reclamando do horário.)
- Vixe, e Robert Crumb, claro. Que incrível. Quero muito vê-lo na mesa das 17h15, hora cabalística.
- Tem o universo misterioso, magnânimo e absurdo do Paraty 33 e suas bandas horrorosas. (pode apostar: vale beber e tocar o sino que fica em cima do balcão).
- Domingo é dia de comprar entrada para a mesa das 10h ( que esse ano é 11h45) sem saber se vai acordar. É emoção e culpa do início ao fim. Afinal, não dá para ir a FLIP que homenageia Gilberto Freyre e não assistir a mesa alguma sobre ele. Então, anote: José de Souza Martins, Peter Burke e Hermano Vianna falam de Freire e o século 21.
- E para encerrar,ou não, tem uma mesa tão bacana para quem curte diários, como eu. Sou obcecada. A cubana Wendy Guerra fala do tema, às 14h30.
- Se sobrar pique, tem Benjamin Moser, o autor da biografia da Clarice, às 16h30.
Ainda falta comentar a programação infantil e a off. Dá para perceber que é maratona para quem tem muito fôlego. Quando me perguntam o que eu faço em Paraty, sempre escuto: “e você gosta disso?”.
Sim, ainda bem.


