Rock and Roll de livros

Dia 13 de julho é o Dia Mundial do Rock. Mesmo atrasado, publico aqui uma lista de livros para se ler em clima de Rock divulgada pelo blog Meia Palavra. Na lista, até um livro de Bolaño. Aliás,no blog tem discussões de literatura, música, quadrinhos, ótimas.

Alta Fidelidade (Nick Hornby): Imagine que você, homem, acabou de receber um pé na bunda do amor da sua vida, mas tenta ao máximo dizer que não foi o pior dos foras. Alta Fidelidade é um exemplo de romance de homens sobre mulheres, diferenciado justamente por causa que o coração partido nessa história é o de um homem. Seria mais uma história de amor? Como não parecer machista? Entre todos os devaneios e pensamentos possíveis, Rob Flemming tenta decifrar a alma feminina, e o amadurecimento de um cara, e o que é amor ou não, o que é obsessão e apego. E aí você se pergunta o que isso tem a ver com o dia do rock? Entre uma dúvida e um por quê, Rob intercala citações da música pop, fala sobre sua vida como dono de uma loja de vinis e o sonho de abrir uma gravadora. As músicas marcam cada momento de sua narrativa, todas compostas por um Top 5 das melhores, piores e tudo mais.

A Estrada da Noite (de Joe Hill): tem tudo para agradar não só o público que adora histórias de horror, mas também os fãs do bom e velho rock n’ roll. Recheado de referências à músicas e bandas famosas, conta a história de um velho roqueiro que resolve comprar para sua coleção de artigos bizarros um terno assombrado. A questão é que o fantasma do terno passa a persegui-lo e a todos perto dele, o que rende capítulos de tensão contínua que não devem nada aos bons livros de horror. Entre uma e outra brincadeira que Joe Hill deixa para os leitores apaixonados por rock, vale ressaltar que o título original é o nome de uma canção do Nirvana (Heart-Shaped Box) e que os cachorros do protagonista se chamam Angus e Bon, em uma referência ao pessoal do AC/DC. Ou seja, mesmo que terror não seja sua área, ainda dá para se divertir.

As Melhores Histórias da Mitologia Nórdica( A.S. Franchini e Carmen Seganfredo): Esse livro é feito especialmente para os fãs de metal. A mitologia nórdica é fonte de inspiração para muitas bandas, com suas histórias de sangue, trapaça, honra de guerreiro, força e sabedoria. Manowar, Tyr, Rhapsody e muitas outras bebem dessa fonte praticamente inesgotável de histórias, e os autores nos apresentam às mais significativas de um jeito interessante e divertido. Para os curiosos, é uma boa chance de ter seu primeiro contato direto com personagens como Odin, Thor, Loki, Fenrir, Freya, as três fiandeiras, bem como lugares como as profundas cavernas dos anões, a árvore da vida Yggdrasil, o salão de festas dos guerreiros – Vallhalla. Enfim, nesse dia do rock, eu sugiro que você conheça os deuses que inspiraram os deuses do metal. Luciano:

Conselhos de um discípulo de Morrison a um fanático de Joyce (Roberto Bolaño e A. G. Porta): Ele é de barcelona. Ela latino-americana. Ele um escritor fadado ao insucesso. Ela uma deliquente. A vida na Espanha dos anos 80 não é fácil para essas personagems, por isso assaltam um banco. E assim começa uma conturbada carreira criminosa, que divide espaço com as outras paixões de Ángel, além de Ana: a música de Jim Morrison e a literatura de James Joyce. Obra primeira escrita a quatro mãos por Bolaño e A. G. Porta, já é um embrião do que seriam as respectivas obras posteriores de cada um. Ainda um pouco imaturo se comparado com o que veio depois mas… Um romance policial que começa com a letra de ‘The End’ como epígrafe e que é repleto de alusões à Ulisses não pode ser nada mal, pode?

Torre Negra (Stephen King): Em discussão no Meia Palavra no tópico de Stephen King estive pensando sobre uma caracterização do universo d’A Torre Negra, e sendo breve poderia dizer que é um universo rock n’roll. Isso é vago e serve de pretexto para muitas discussões, mas parece que há uma música de rock para cada passagem do livro, a saga hauriu do rock seu clima épico, bruto e forte, parece que foi feito para ser acompanhado por rock n’roll (espero inclusive que eles lembrem disso no filme). Não a toa que a obra-prima de King possui trechos de músicas famosas como Paint It Black dos Rolling Stones; Hey Jude dos Beatles; Velcro Fly do Z.Z.Top; uma ou outra música do Bob Dylan etc. Além disso, recomendo Locomotive Breath, do Jethro Tull para a leitura do terceiro volume (As Terras Devastadas, meu predileto), é arrepiante. Isso sem contar que, se levarmos em consideração a estranha relação entre Terra e Mundo-Médio, dá para imaginar que a música The Wizard, do Black Sabbath deve ter um significado bem diverso no universo de Roland Deschain (principalmente a partir do quarto volume, Mago e Vidro).

1 Comentário »

  1. john isis gonçavles Disse:

    fui de nick hornby. Acabo de compra-lo na estante virtual. grato pela dica.


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