Na Flip deste ano, Salman Rushdie lançou um livro escrito especialmente para o seu filho. Uma história com tapetes voadores (segundo ele um bom escritor deve saber escrever uma narrativa convincente com tapetes voadores), animais que falam, e tudo de bom que a imaginação permite.
Pois bem. Luka e o fogo da vida é foda.
É uma sacudida no nosso lado criativo. Como ele mesmo disse, quem não consegue acompanhar uma história mágica com todos os seus absurdos está com sérios problemas com a sua criatividade.
Quem puder, deve correr à livraria e curtir Cão, o urso, e Urso, o cão – os amigos de aventura do menino que precisa roubar o fogo da vida para não deixar Ninguempai roubar a vida do seu verdadeiro pai – um famoso contador de histórias.
E no mundo mágico, eles vão se deparar com os PCD+P/EXs, ou seja, os Processos Complicados Demais para Explicar. Para entender o que não se entende, Luka recorre a um antigo professor, o mestre de ciências, o senhor Sherlock, um homem com cachimbo e lupa que sempre vestia roupas quentes demais para o clima. Ele dizia:
“Elimine o impossível; o que resta, por mais improvável que seja, é a verdade”. Mas e quando o impossível é o que resta? ” Então o impossível deve ser a verdade”.
Daí, Luka parte para o Mundo da Magia e enfrentam os Um Trilhão e Um Caminhos que se Bifurcam.
Quando o menino começa a achar tudo absurdo e invenção… Ninguempai lembra que o homem vive de histórias.
” Você, mais que todos os meninos, devia saber que o Homem é o Animal Contador de Histórias e que nas histórias estão sua identidade, seu sentido e seu sangue vital. Ratos contam histórias? Tartarugas tem propósitos narrativos? Elefantes elefantasiam? Você sabe tão bem como eu que não. Só o homem brilha com livros”.